Sobrevivência de trincheira

Não é descanso, é pausa de motor,
manter a vigília sem poder ceder.
Somar o cansaço, calcular a dor,
contar os minutos pra não sucumbir.
Viver na margem onde tudo hesita,
onde o peito trava e a mão treme fria.
Sobrar de pé na rotina que habita:
ser o alvo vivo da própria pontaria.

EDU LAZARO

Postagens mais visitadas