O silêncio pesa, falta a voz.
A pausa, em vez de alívio, escancara o corte.

Entre o gesto e a inércia,
cada hora cobra o impossível.
A exaustão não grita: ela acumula em camadas.

Na espera sem firmeza, nada insiste.
Resta o vício de acordar.

O corpo recusa. A alma recusa.
No centro, por um fio.

EDU LAZARO

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