O ofício do atravessar
Existe um ritmo próprio no silêncio,
um compasso que o peito insiste em manter.
Há uma coragem muda em cada despertar,
no gesto de abrir os olhos e encarar a luz.
O dia é um território a ser vencido,
uma sequência de instantes, um a um.
As mãos que suam, o pensamento que gira:
a alma desaprende a lua, volta-se ao sol.
Que o sono venha como um manto neutro,
apenas o repouso de quem ainda resiste.
Sobreviver é um trabalho de artesão:
esculpir o amanhã com o que restou do agora,
e manter, no centro de cada pulsação,
a teimosia de quem não foi embora.
EDU LAZARO
um compasso que o peito insiste em manter.
Há uma coragem muda em cada despertar,
no gesto de abrir os olhos e encarar a luz.
O dia é um território a ser vencido,
uma sequência de instantes, um a um.
As mãos que suam, o pensamento que gira:
a alma desaprende a lua, volta-se ao sol.
Que o sono venha como um manto neutro,
apenas o repouso de quem ainda resiste.
Sobreviver é um trabalho de artesão:
esculpir o amanhã com o que restou do agora,
e manter, no centro de cada pulsação,
a teimosia de quem não foi embora.
EDU LAZARO


