Desgaste
O repouso se perdeu em engrenagens cegas,
o silêncio chega com açoite de metal.
A alma, relógio de areia em balanço,
esvazia-se em ciclos de escassez,
transborda depois com peso alheio.
Há um gosto de fim de festa na boca,
copos quebrados, a língua que já não nomeia.
O mundo gira sob urgências invisíveis,
o espírito ancora-se no que resta de si.
Proclamam vitórias sobre a exaustão,
mas a glória é ruído oco
diante do cansaço dos ossos.
Burocracias extrapolam,
tantas urgências, e em chamas!
E resta a poesia,
neste caminhar que desgasta as pernas.
EDU LAZARO
o silêncio chega com açoite de metal.
A alma, relógio de areia em balanço,
esvazia-se em ciclos de escassez,
transborda depois com peso alheio.
Há um gosto de fim de festa na boca,
copos quebrados, a língua que já não nomeia.
O mundo gira sob urgências invisíveis,
o espírito ancora-se no que resta de si.
Proclamam vitórias sobre a exaustão,
mas a glória é ruído oco
diante do cansaço dos ossos.
Burocracias extrapolam,
tantas urgências, e em chamas!
E resta a poesia,
neste caminhar que desgasta as pernas.
EDU LAZARO


