Ainda assim
Acorda-se tarde. O corpo não obedece.
Lá fora, o mundo segue seu curso indiferente.
Aqui dentro, o silêncio ecoa mais alto que as vozes.
Mensagens sem resposta.
Passos que não esperam.
Um peso mínimo que pesa mundos,
presente da vida em intermitências.
Os remédios descem como promessas antigas.
Das ausências, um ruído sustenta o ambiente.
Sente-se o abandono como quem sente frio:
antigo, instalado nos ossos, parte da estrutura.
A falta de mãos que segurem,
de olhos que vejam através da névoa,
de alguém que divida o peso impossível do ar.
E ainda assim, algo insiste:
aquele peso mínimo, um fio quase invisível,
uma presença frágil
que exige existir.
EDU LAZARO
Lá fora, o mundo segue seu curso indiferente.
Aqui dentro, o silêncio ecoa mais alto que as vozes.
Mensagens sem resposta.
Passos que não esperam.
Um peso mínimo que pesa mundos,
presente da vida em intermitências.
Os remédios descem como promessas antigas.
Das ausências, um ruído sustenta o ambiente.
Sente-se o abandono como quem sente frio:
antigo, instalado nos ossos, parte da estrutura.
A falta de mãos que segurem,
de olhos que vejam através da névoa,
de alguém que divida o peso impossível do ar.
E ainda assim, algo insiste:
aquele peso mínimo, um fio quase invisível,
uma presença frágil
que exige existir.
EDU LAZARO


