À deriva

Vigia o vazio, vasto,
a vigília que não passa,
a sala sem forma.

O suor da madrugada,
o silêncio sangrando.
Sonda algum sentido, perdido.

Os passos pela casa,
as paredes que cercam.
O peso da espera.

Muda o dia, a luz,
mas o corpo não cede,
pulsa em descompasso.

Resta o difícil, o áspero.
Resistir assim:
reexistir no que resta.
EDU LAZARO

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