Vidro
O vidro entrega o que o corpo pede
e cobra em tremor, em sombra nos olhos.
A vista apaga.
O suor vem gelado.
O sangue grita num idioma
que a mente não traduz a tempo.
O ritmo da vida não aceita barganha,
a calma não se compra quando o ar falta.
O susto fica
um limite que o corpo riscou na pele.
O silêncio do sono não se apressa.
O corpo sabe.
A saída é uma porta que só o peso das horas abre.
EDU LAZARO
e cobra em tremor, em sombra nos olhos.
A vista apaga.
O suor vem gelado.
O sangue grita num idioma
que a mente não traduz a tempo.
O ritmo da vida não aceita barganha,
a calma não se compra quando o ar falta.
O susto fica
um limite que o corpo riscou na pele.
O silêncio do sono não se apressa.
O corpo sabe.
A saída é uma porta que só o peso das horas abre.
EDU LAZARO


