Vácuo

O limite transborda em conta-gotas,
um excesso que o sangue não consegue ler.
O silêncio vira coisa concreta.
O corpo esquece como funciona.
Os horizontes do mundo nublados,
e tudo some pra dentro.
Não há pressa, nem peso.
Só o esforço de continuar.
O pulso é um eco longe.
A mente, fumaça.
Um mergulho em água parada
sem fôlego pra voltar.
O vácuo. A pausa.
Luz e sombra perdem o sentido.
Um mapa sem norte,
uma estrada que apagou.
Onde a paz se confunde
com não sentir mais nada.
EDU LAZARO

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