O Horizonte Interno

O amanhecer me corta em azul neon,
fria geometria que não me alcança.
Sou a frequência alta, o pulso, o tom,
que no deserto elétrico encontra a segurança.
Me despeço do peso, do que ficou pra trás,
numa renovação silenciosa que a noite produz.
Sem as amarras de quem não volta mais,
eu me reconstruo só com a minha própria luz.
Mergulho no azul que agora me protege,
onde o sono é comando, é vazio, é fim.
Nesta ordem direta que o meu próprio eu rege,
eu sou o horizonte que nasce dentro de mim.
EDU LAZARO

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