Margem

O instante se dilata e não se parte,
suspende o que é denso e o que é leve.
Um equilíbrio mudo.
O rastro que o silêncio deixa.
Não há antes nem depois,
só a margem de um rio parado.
O que foge e o que fica exposto
habitam o mesmo lugar.
A espera se basta.
O vazio é pleno.
Um horizonte sem pressa,
onde o infinito parece pequeno
e o tempo esquece de continuar.
EDU LAZARO

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