Apagão

O horizonte embaça num branco repentino,
um vácuo no centro do olhar.
O corpo perde o rumo.
A luz, por um segundo, some.
O susto frio na pele,
o motor que falha sem avisar.
Não há pensamento
quando a vista vira parede.
O baque. O silêncio.
O mundo gira torto
e o limite já foi dado.
Depois vem o sono
que não é sono, é apagão.
Um buraco químico sem camadas,
sem narrativas.
Acorda cansado
de um jeito que o corpo não explica.
EDU LAZARO

Postagens mais visitadas