I, II, III

I

No silêncio da palavra escrita
falei sobre dores e dúvidas.
Sussurrei, como o vento que corta,
e leva consigo versos
à procura de quem se importa...


II


Virtudes descritas,
perfis forjados à palavra digitada.
Procura-se:
quem não é alguém senão quem deveria ser...

Entidades manuscritas
perfiz, autenticadas à lavra dedicada.
Procura-se:
quem é alguém que pode vir a ser...

Na perfeição da superficialidade
não caibo, não me encaixo, não me forço:
sendo quem não sou, a máscara cairia.

III

Se me ferir é a via a seguir
sacrificando grande parte de mim,
aceito o desafio de conseguir;
sem tentar já falharia.

Na devoção à profundidade
não me inibo nem me rebaixo; me esforço.
Tendo bem definido quem sou, tentaria.
Praticando o que aprendi, maturidade.

EDU LAZARO